Saturday, April 19, 2008

Promessas...

...e dívidas.

http://toscopobreesentimental.blogspot.com/

Thursday, December 06, 2007

A seguir...

Cidade nova, história velha: está na hora de um novo blogue.

Wednesday, October 24, 2007

Em terra de cegos...


Voltando do trabalho, parado no sinal, olho no retrovisor e vejo uma moto atrás de mim. Parada também, exatamente como manda a lei... Ocupando seu lugar no trânsito e não se metendo por entre brechas, pondo em risco você, eu, e a mulher do Irineu.

Faço uma ou duas curvas e paro na garagem de sempre, a três quadras do meu prédio. Ao sair, a surpresa: está lá o motoqueiro levantando do chão, brigando com um taxista. Moto amassada e a multidão se formando em volta.

Não vi o que aconteceu, mas algo me diz que cumpriu-se o dito: em terra de cegos... matem o caolho!

Wednesday, September 05, 2007

Agora


Tenho pra mim que o passado e o futuro são invenções da humanidade. Se há vida em um outro planeta, ou seja, se o universo foi suficientemente gentil pra criar uma outra Terra, circulando em torno de uma outra estrela, de um outro Sol. E nessa Terra, de um "caldo nutritivo", surgiram seres parecidos com amebas e evoluíram (de uma maneira Darwiniana ou de uma outra maneira qualquer, explicada por um cientista da Terra em questão) e se tornaram gente que, como a gente, tem consciência de si mesmo... Se tudo isso for, então quiçá esses outros seres tenham ignorado essa noção de tempo tão cruamente dura... e vivam eternamente pensando que estão vivendo um único momento.

Thursday, August 16, 2007

Tradução de Borges...

Encontrei por aí, um texto de Jorge Luis Borges, inédito em português, que de brincadeira tentei traduzir...

" Acordou sem saber onde estava, estando no meio de uma floresta. Era o último momento completamente escuro de uma noite sem estrelas, justo antes do sol aparecer, ainda em um único fraco raio, no horizonte.

Aos poucos, com a luz que lentamente inundava o ambiente, foi se percebendo em um meio verde, rosa, marrom, colorido, que se formava à sua volta.

Caminhou até deparar com algo amarelo vivo, dourado, que ainda não tinha conhecido. E ao tentar lustrá-lo, em busca daquele brilho, se assustou com um gênio, desses de filme, que de repente, do fumo, aparecia.

Como de praxe, o gênio lhe ofereceu três pedidos. Ele, inocentemente, quis saber onde estava... O gênio, riscando na sua prancheta o lugar do primeiro pedido, lhe disse que ele estava em uma floresta.

Irritado por ter repetido uma das cenas mais clichês da história do cinema das 1001 noites, ele se recusou a falar, enquanto formulava seu segundo pedido. Finalmente, com um ar meio "Eureka", pediu simplesmente:

- Eu quero mais cem pedidos. E cem depois desses. E mais cem a cada pedido que eu fizer.

E o gênio entendeu que não ia voltar pra lâmpada tão cedo."

E pra que não se arrependam os místicos pouco versados em literatura que leram até aqui, eu digo que o texto foi psicografado! ;-)

Pequena carta aberta ao senhor presidente da Phillips


Eu me importarei (e muito) se o Piauí deixar de existir.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u320612.shtml

ps.: "Pelo visto eles estão "cansando" de esconder com qual Brasil eles realmente se importam!"

Tuesday, August 14, 2007

Gesto

Gesto - Peter Saxer

Depois de mais de seis meses de volta ao Brasil, ainda me assusto com o nosso país. E me sinto agredido com o desrespeito à verdade, em nome de uma suposta moralidade.

Há pouco tempo, depois do infeliz acidente com um avião da TAM, dois assessores do governo foram filmados, à revelia, enquanto assistiam ao tele-diário da Globo. Um deles bateu três vezes a palma de uma das mãos contra a outra mão fechada, enquanto o outro aproximou os punhos fechados contra a cintura. Como imagens valem mais que palavras, segue o vídeo.

Como analisar tais gestos ? A meu ver, podem-se tomar dois caminhos. Em um primeiro, usam-se as palavras como comemoração, insensibilidade, desrespeito. Esse foi o caminho escolhido pela totalidade da imprensa brasileira (ao menos a que me chegou aos ouvidos). Não ouvi nenhuma voz se levantar para dizer, "opa, não é bem assim", e isso, dado que supostamente vivemos em uma democracia, me assusta!

Me assusta por motivos muito claros! O principal: as fisionomias dos assessores não são as de quem comemora. Ao contrário, (e aqui admito que entramos no mundo das interpretações), vejo um ar de indignação. Claro, há o alívio, alívio de quem vê que o seu partido, o seu lado, pode não ser o único culpado em uma tragédia. E eu pergunto, é ilícito ter um alívio assim ?

Não me parece ilícito, nem imoral, nem desrespeitoso. Sobretudo pelo fato dos senhores em questão se imaginarem em privado. A posição do seu Pedro Simon, ao contrário, me parece repugnante. Usar-se do incidente para ganhar tempo de audiência usando expressões pomposas como "imagem dantesca"... Dantesco, ao meu ver, é usar-se de um acidente tão tragicamente fresco nas mentes, para impor um discurso moralista, próprio de senhor do bem e do mal.

Infelizmente, não vi uma voz que se levantasse e dissesse: "A atitude deles foi imprópria, quiçá, por usar gestos de baixo calão em um momento de dor (ainda que se imaginassem em privado). Entretanto, se não quisermos nos aproveitar da atitude para ganhar algo em termos políticos ou publicar uma boa manchete, podemos certamente entender tais gestos dentro do contexto da pressão que os envolvidos deveriam estar sofrendo".

Haverá muitos a dizer que a pressão não é nada diante do sofrimento das famílias das vítimas (certamente não é, e certamente não foi o que eu quis dizer). A estes, peço que escolham mais palavras pomposas e enviem suas cartas à imprensa do nosso país. Ao contrário da minha, certamente serão publicadas.


Saturday, July 28, 2007

Brasileiro, né ?


Em plena época de Pan-Rio e de um patriotismo quase cômico (ouça a narração do cidadão da rádio gaúcha para a prova de patinação (!!!) ) , fui comprar um DVD genérico. Cheguei na banquinha e pedi o filme "O maior amor do mundo", do Diegues.

A vendedora, preocupada:

- Brasileiro, né ?
- É.
- Ah, é que eu pergunto se a pessoa sabe, porque senão tem gente que volta e me xinga.

(E mais um ouro pro Brasil!)